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MP-RJ vai rever segurança de promotores, diz procurador

O procurador-geral do Rio de Janeiro, Marfan Vieira, disse hoje que o Ministério Público Estadual (MPE) vai rever os procedimentos de segurança de promotores, depois de o soldado da Polícia Militar (PM) Marcos Parreirado Carmo, de 31 anos, ter matado o estudante Daniel Duque, de 18 anos, com um tiro, na madrugada de sábado, durante uma briga entre jovens. O PM saía de uma boate na zona sul da capital fluminense com o estudante Pedro Velasco, filho da promotora Márcia Velasco, para quem faz segurança há sete anos.


O Ministério Público tem hoje 250 PMs cedidos, dos quais 24 trabalham como seguranças de cinco promotores. A proteção aos promotores é extensiva aos seus parentes. Carmo é um dos dois seguranças que ficam 24 horas à disposição da promotora Márcia Velasco, constantemente ameaçada de morte por sua atuação no combate ao crime organizado. Ela foi uma das responsáveis pela prisão do traficante Fernando Luiz da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.


Segundo o procurador, mesmo estando ameaçados, os promotores e suas famílias tentam viver dentro da normalidade, mas que o caso pode fazer com que o Ministério Público determine limites para a segurança. A mãe de Daniel, Daniela Duque, pode entrar com uma ação contra o Estado, já que o soldado estava a serviço. Ela disse que "quer Justiça" e que não vai "deixar o crime cair no esquecimento". Ontem, ela pediu auxílio ao consulado dos Estados Unidos no Rio, já que Daniel tem dupla nacionalidade.


Investigação


O procurador instaurou um procedimento para apurar a conduta do soldado. Ele quer saber se houve excesso do PM, a única pessoa que estava armada e que disparou três tiros. O questionamento é se o policial deveria ter entrado em uma briga de jovens. "O procedimento normal é retirar a pessoa do local com segurança e não participar do evento. Temos que saber se ele se envolveu na briga ou se ele foi atacado e se defendeu", disse.


Hoje, o governador do Estado, Sérgio Cabral (PMDB), classificou de "despreparo" a ação do policial. Para ele, "mesmo que fosse uma briga violenta, não era o caso de puxar uma arma. Apesar de o soldado estar preso no Batalhão Especial Prisional, o procurador-geral determinou o afastamento cautelar do PM. Vieira disse que o soldado tem cursos de segurança e foi selecionado para participar da equipe por isso. Ele não tem anotações criminais em sua ficha.



Fonte:Agência Estado



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